A ausência de mim aflige meu ser
Busco em ondas rápidas e invisíveis,
Quando me trazem... Me levam
Quando penso estar... Já fui
A ausência de mim já começou a atacar
Me sinto vazia e as vezes cheia
Como um saco vazio e as vezes coberto de lixo
Quando vejo quem sou... Já não sou
A ausência de mim percorre o céu
Buscando alguém que não posso ver
Quando já desisto, Ele me surge
Pegando em minha mão e me acariciando
Me acalmando do susto que tenho ao vê-lo.
A ausência de mim já não mais eu
Aos poucos Ele me mostra que aquela que eu pensava “ser eu”
Nunca foi de fato um alguém
Agora vôo em nuvens imaginarias
Expresso meu eu por linhas azuis
Com caneta escrevo a versão do eu renovada...
De todo dia renovada
Com puros segredos e verdadeiras mentiras
A ausente eu
Agora encontra a nova “Eu”.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
domingo, 29 de janeiro de 2012
15:09
Eu e minha mania de me apaixonar dentro de mim. Isso já está se tornando tão comum que eu não me surpreendo mais quando estou escutando coldplay e suspiro mesmo sem ninguém me vir a mente. Será que eu sou assim tão fria quanto sempre me disseram que sou?! Talvez, ou pode ser que tenha tanto amor em mim, que não possa administrar muito bem e acabe por não oferecer a ninguém além do meu "eu" manhoso e desarrumado. Se o que as pessoas procuram para ser felizes for "paz de espirito" e serenidade, posso dizer que hoje estou feliz mesmo não sendo todos os dias. O gosto da satisfação está forte demais, isso me assusta e me fascina, vamos ver até onde pode ir, até quando vai durar...
sábado, 28 de janeiro de 2012
No inverno te protegerNo verão sair pra pescar,
No outono te conhecer,
Primavera poder gostar.
No estio me derreter
Pra na chuva dançar e andar junto...
♫
(Música-Amor de Índio)
10:17
As cores dançam juntas no mar de gotas que caem do céu nas manhãs nubladas que confundem as mentes fracas e afloram as demais. O vento canta uma canção de ninar aos ouvidos dos cansados que encostam a cabeça no vidro sujo dos ônibus lotados. Enquanto isso o frio aconchega os casais de estranhos amores envolto de suas cobertas de retalhos. Os filhos e as filhas gerados pelas rápidas tempestades de verão brincam em parquinhos com brinquedos coloridos e não ligam de se molhar, pelo contrario, isso só faz as gargalhadas serem mais sinceras e encantadoras. Cada um tem sua forma de ver o mundo, basta saber se o jeito que nos ensinaram é realmente o jeito que vemos ou queremos ver.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
17:12
No meu mundo mesmo que o sol brilhe forte, no fim da tarde sempre tem chuva de verão. É bom correr por ai pisando em poças d'água que molham meu tênis, e sentindo as gotas frias molharem meu rosto, enquanto o vento balança meu vestido e embaraça os cachos do meu cabelo. Sentir que tudo vale a pena mas ter a sensação de que nesse momento nada importa além de um sorriso que prende o olhar, e o cheiro das folhas amarelas que se desprendem das arvores no momento certo e se deixam levar nas curvas dos pequenos redemoinhos no ar.
domingo, 15 de janeiro de 2012
Balãozinho Azul.
Que no céu vai explorar.Livre e sem medo do destino, não se abala pelos ventos fortes do norte e nem foge dos gelados vindo do sul. É simples, é fácil, é só cortar o que te prende ao chão e se deixar voar por ai. Sei que um dia chegará a hora de voltar, devagar, e se permitir ficar em segurança. Mas isso pode esperar! Vamos voar alto e com vigor. Olhos brilhando, vida sentindo.
22:00
sábado, 14 de janeiro de 2012
18:15
Gosto dos dias quentes de sol, e gosto mais ainda quando no fim da tarde o sol da lugar a uma chuva forte e fria que vem como um presente, uma compensação para aqueles que tiveram que sobreviver ao calor já vencido pelas gotas rápidas que caem com desejo de trazer o aconchego do vento frio tão esperado, melhor que isso só o arco iris que vez ou outra vem trazer seu esplendor em cores que riscam o céu como nós na infância riscávamos folhas em branco, ele vem aumentar a nossa curiosidade de ver o lindo céu negro e pontilhado de estrelas que com a ajuda da luz do luar aquece nossos corações com sonhos e esperanças.
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